O novo álbum da Tinashe é inovador, libertador e caótico na medida certa. Muito bem produzido, o projeto é construído a partir de texturas e diferentes dimensões sonoras, misturando pop, R&B, música eletrônica e rap.
Mais do que abraçar o caos, Tinashe consegue desenhar uma obra coesa do início ao fim e revelar muito mais de si. O álbum atravessa sua vulnerabilidade como artista, o desejo de reconhecimento e as contradições de viver em uma geração marcada pela digitalização dos afetos, pelo medo e pela necessidade de conexão. É justamente nessa exposição que o projeto encontra sua força.

